Sinceridade, Simples Assim

“Um dos meus grandes defeitos é questionar tudo o tempo inteiro. Mesmo que seja mentalmente. Deve ser essa a explicação para meu cansaço extremo quando o sol começa a ir embora. É sempre assim: o sol vai saindo, de fininho, alegre. A noite vem, tímida, acanhada. Junto com ela, um cansaço impera.

Contrariando o time das librianas, meu lado decidido sempre fala mais alto. Sei o que quero, estou ciente dos meus desejos, entendo que preciso aproveitar o que a vida me dá. Não sei ser vou-não-vou, talvez, isso-ou-aquilo. Eu quero isso, eu vou, é agora.

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Não consigo deixar pra depois uma coisa entalada, não espero a hora certa, nunca sei quando é um bom momento. Acho que a vida é muito breve pra deixar pra amanhã um pedido de desculpa, um abraço, um eu te amo, uma risada solta, uma calça apertada. Não vale a pena tentar afogar emoções que querem sair nadando por aí. (…) Não guardo mágoa, rancor, nojo. Um sentimento guardado vai criando uma bola dentro do corpo. E ela vai aumentando com o tempo. Se torna dura, estranha, sombria. Essas coisas dão câncer. Ressentimento estraga a gente. O corpo e a alma. Tira o brilho dos olhos, dá um atom triste, acaba com tudo.

(…) Sinceridade não é grosseria, muito menos falta de educação. Sinceridade é ser fiel ao que você sente e passar isso para o outro da melhor e mais bonita forma possível. Caso a emoção seja violenta, sinceridade é ser fiel ao que você sente e passar isso para o outro sem a intenção de magoar ou ferir. Sinceridade não é dizer o que pensa, mas cantar o que sente. Simples assim.

Texto de Clarissa Corrêa.

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1 Comment

  1. Yuri César
    29 mar 2015 / 00:47

    Simples assim… suave.