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  • Há, eu comentei sobre o especial Minha Vida como Au Pair na quarta-feira passada e todo mundo curtiu a ideia <3 Fiquei feliz em ler os comentários de vocês!

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    O primeiro assunto do especial é SCHEDULE, ou seja, programação das au pairs..horários em que trabalham e como funciona o esquema de extra, trabalhar mais do que as 45 horas e etc. Antes disso, deixa eu apresentá-las:

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    Agora que vocês já conhecem a carinha de cada uma e o perfil, vamos as perguntas e respostas de cada uma!

    SCHEDULE DAS AU PAIRS:

    1- Qual o seu schedule semanal?

    Hellen: “Depende muito do que as kids tem durante a semana, mas normalmente no verão: Monday and Wednesday: 8:ooam – 7:00pm e Tuesday, Thursday and Friday: 8:00am – 4:30pm. Quando tem aula: Monday and Wednesday: 6:30am – 9:00am (break) 12:45pm – 8pm, Tuesday, Thursday and Friday: 6:30am – 9:00am (break) 12:45pm – 4:30pm”.

    Larissa: “Meu schdule é de segunda a sexta. Das 7am as 9 am e depois das 3pm as 7pm. Esse é o schedule em período escolar. Agora nas férias cada semana é diferente, pois depende do camp que ele ta participando. Mas é mais ou menos isso, trabalho pela manhã ajudando com café, preparar lanches e dirigir, e a tarde vou busca-lo e fico com ele até a host chegar (por volta das 7pm)”.

    Thais: “Segunda a sexta de 6:30am às 8:00am e de 14:00 às 20:30 e 2 sábados de 8h ao meio dia por mês”.

    Gabrielle: “7:00 às 9:00am, break e volto às 3:30 até 8:00pm”.

    Marina: “Até o final das aulas era de segunda a sexta, das 12h às 18h (meu host dad sempre atrasa um pouquinho, mas nada muito além de meia hora). Quando as aulas voltarem, eu vou trabalhar das 12h às 18h de segunda, quarta e sexta e das 15h às 18h de terça e quinta, pois o menino vai ficar um pouco mais na escola. Meus hosts levam as kids pra escola pq eles são beeeeeeem difíceis, principalmente de manhã, mas de vez em quando eu tenho que levar eles pra escola, mas só se não tem como nenhum dos meus hosts levarem”.

    2- Rola trabalhar no final de semana? Se já trabalha no find, aceitou tranquilo isso quando fechou com a familia?

    Hellen: “Na minha primeira família eu tinha que trabalhar ou no sábado a noite ou no domingo. Mas mudei de família (rematch) e aqui quase nao trabalho nos fins de semana só se eles realmente precisarem ou se alguma outra nanny não pode cobrir. Mas ja trabalhei sim e aceitei tranquilo”.

    Larissa: “Já trabalhei de final de semana. Foi tranquilo. A host perguntou, com antecedência, se eu estaria disponível”.

    Thais: “Aceitei tranquilo, são só 2 por mês e sobra 2 para viajar e tal”.

    Gabrielle: “Sim. Trabalho em média 2 sábados por mês de 2 a 4 horas, no período da manhã ou a tarde. Foi combinado antes de fecharmos o match e até agora não tive problemas”.

    Marina: “No meu schedule antigo eu não tinha que trabalhar de final de semana, a não ser uma vez que combinamos de eu fazer um extra no sábado, mas eu ganhei um dia off a mais na semana, então ficou “elas por elas”. Fora isso, sempre que eu trabalho de final de semana, é extra. Agora com o schedule novo eu talvez trabalhe um sábado sim e um não, mas meus hosts são beeeem flexíveis, então se eu tiver compromisso marcado pra algum fds, a gente conversa e acerta tudo e fica td tranquilo”.

    3- E quando passa as 45 horas, você faz extra? Cobra por isso? Quanto? 

    Hellen: “Então, normalmente passa das minhas 45h. Só que eles só me pagam extra quando o total da semana passa das 45h e não quando passa das 10h por dia. E eles me pagam $12 por hora, mas estou pensando em cobrar $15 até porque faço a mesma coisa que a nanny ou mais”.

    Larissa: “Nunca cheguei a passar das 45 horas”.

    Thais: “Minha host paga as horas extras em horas de folga para a próxima semana”.

    Gabrielle: “Foram pouquíssimas vezes que isso aconteceu e acordamos como “banco de horas” vou acumulando horas e pego um dia off a mais quando preciso viajar”.

    Marina: “Minha host mom que perguntou se eu faria extra de boa quando que cheguei, e ela paga $15/hora. Ela ainda deixa aberto pra eu fazer extra com outras famílias, e inclusive me indica”.

    4- Já trabalhou overnight? Quanto cobrou?

    Hellen: ” Já trabalhei overnight. Nas primeras vezes não cobrei. Mas depois cobrei $50 (mas deveria ter cobrado mais)”.

    Larissa: “…E nunca precisei trabalhar overnight também”.

    Thais: “Não, mas já fiquei ate mais tarde tipo umas 11 da noite”.

    Gabrielle: “Nunca trabalhei overnight”. 

    Marina: “Nunca fiz overnight. Acho que minha host family tem dó de me deixar 24h com às kids, pq eles dão muuuito trabalho! kkkk”. 

    Uau, muita coisa diferente entre cada um dos schedules né!? Na semana que vem vamos falar de Alimentação das Kids! 

    Um beijo!

    Há, hoje vim falar mais um pouco sobre o amor, as formas dele e a possibilidade de você fazer parte de uma situação super amorosa. Tô falando da possibilidade de uma família homoafetiva escolher você como Au Pair =)

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    Imagem meramente ilustrativa.

    Sim, é permitido famílias homoafetivas no programa e agora mesmo com a novidade de que casais do mesmo sexo podem casar em todos os Estados dos EUA, essa situação se tornará mais comum do que a gente imagina.

    Na minha singela opinião, eu acho que deve ser muuuuito irado ter Host Dads ou Host Moms como Host Parents, mas aí fui direto à fonte e perguntei pro paulistano Matheus de 21 anos, que é au pair aqui em Connecticut e tem dois host dads, “como é viver com uma Host Family homoafetiva?”

    CC: Quando pensou em ser au pair, passou pela cabeça a possibilidade de ter uma família homoafetiva?
    É até engraçado falar disso… Apesar de ter passado, sim, pela minha cabeça, eu não achava que ia ter uma família gay. Eu sempre visualizava uma host family com um host dad e uma host mom. Pra mim, não era tão comum assim um casal gay ter filhos — porque no Brasil não é! — e, ainda por cima, terem um Au Pair. Então, eu achava que era uma possibilidade bem remota. Acabou que foi a minha primeira e única família no perfil. Dois dias depois de eu ficar online, eles apareceram e eu pensei: isso aqui tá bom demais pra ser verdade! Hahaha.

    CC:Qual foi a reação da sua família no Brasil quando soube que você moraria com eles ?
    Cada pessoa da família teve uma reação diferente. Felizmente, nenhuma preconceituosa ou negativa. Alguns acharam bacana e ficaram maravilhados com essa questão de 2 homens terem uma família há quase dez anos. Mais uma vez, porque você não vê isso pelo Brasil. Minha mãe e minha irmã, as pessoas mais próximas de mim, ficaram super animadas, na verdade. Minha vó, mais conservadora, achou estranho, mas logo se acostumou com a ideia.

    CC:Há alguma diferença nas regras do programa, de trabalho ou em qualquer coisa que envolva família vs au pair ?
    Não existe diferença alguma. É exatamente como qualquer outra família heterossexual. Como eu disse no meu post no Blog das 30 Au Pairs, eu, particularmente, acho que tenho uma experiência melhor por fazer parte de uma família assim. Eles são mais tranquilos, não me cobram em nada, me dão liberdade pra fazer o que acho melhor e educar os meninos. Eu vejo muitas famílias americanas que, mesmo vivendo em lugares mais progressistas como o nordeste americano, ainda são bem conservadoras e mais rígidas. Isso não acontece aqui, at all!

    CC:Como é a sua relação com a família ?
    Minha relação é muito boa com eles. Nunca tive nenhum tipo de desentendimento. Muito pelo contrário! Meu host diz que eu sou uma das pessoas mais fáceis de se conviver. Hahaha! Eu procuro ser parte da família, mas sem deixar de respeitar o espaço deles. Acho que isso precisa ser bastante balanceado. Um ponto super positivo neles é que eles fazem com que eu me sinta parte da família (me incluem em todos os eventos, me convidam pra tudo o que fazem etc.) e, ao mesmo tempo, me dão total liberdade de fazer o que eu quiser. Às vezes saímos e eu vou num carro diferente, por exemplo, porque depois vou encontrar os amigos e tal.  Não vou dizer que sou BFF dos meus hosts, mas temos uma relação saudável e sinto que eles confiam em mim. E eu também confio muito neles.

    CC: Você que mora com eles, sente o preconceito das outras pessoas em relação a orientação sexual dos dois ?
    Eu nunca senti preconceito algum! Essa é uma das coisas que eu valorizo muito aqui nos EUA. As pessoas não são intolerantes (pelo menos eu não presenciei ou sofri preconceito até o momento). Quando passamos pela Carolina do Norte, as garçonetes e garçons sempre perguntavam pra eles se precisavam de contas separadas. Eu não identifiquei aquilo como preconceito (so naive! Haha), mas eles me disseram que fazem isso porque não veem 2 caras e 2 meninos (e um Au Pair) como uma família, já que no Sul o povo é mais conservador. Já comentaram, também, de alguns parentes cristãos que não aceitavam muito bem a ideia. Mas foi isso!

    CC:Conte um pouco sobre a família e kids, aposto que todo mundo aqui tá curioso!
    Um dos meus hosts, 38 anos, é diretor de uma empresa em NYC. O outro, 33 anos, é médico ginecologista e obstetra e trabalha por aqui mesmo. Eles estão juntos há uns dez anos e têm os meninos há 8. Ambos são bem tranquilos e ótimos pais. Sempre buscam participar bastante da vida dos meninos, passar um bom tempo com eles. Eles são do tipo que chegam mais tarde no trabalho pra ver uma apresentação da escola (minha mãe não era assim, não! hahahahah). Como a família inteira mora em New Mexico (eles vieram de lá), é só eles mesmo. Às vezes vem um parente ou outro, mas é bem raro. Eu cuido de 2 kids: um de 9 e outro de 10 anos. O mais velho tem TDAH, então acontece de termos momentos mais tensos com ele. Mas nada que não dê pra lidar. Eles gostam bastante de videogame, futebol e adoram uma piscina. Haja energia pra acompanhar! rs. No começo, eu tinha um pouco de dificuldade em fazer com que eles entendessem que eu tava in charge (eu sou o primeiro Au Pair) e isso complicava um pouco. Agora já tá tudo bem mais tranquilo, eles me ouvem bastante e temos uma relação boa. Só de pensar que uma hora vou ter que ir embora, já fico de coração partido! :(

    CC: Na sua opinião, famílias homoafetivas são melhores de se trabalhar do que uma família hetero ? Principalmente porque você é Male Au pair ?
    Famílias homoafetivas sabem o quão ruim é sofrer preconceito. Acho que isso colabora pra que eles não tenham preconceito com um male au pair, que é algo que acontece bastante. Eu nunca tive a oportunidade de trabalhar como Au Pair em uma família hétero, então acho que não posso fazer uma comparação justa. Eu vejo como algo diferente. Assim como seria diferente ter duas host moms ao invés de dois host dads. Essa é a diferença maior, na verdade. Eu sinto falta dessa “vibe feminina” por aqui. Afinal, eu sempre morei com a minha mãe e irmãs e agora moro numa casa só com homens! Hahaha. Ainda bem que tem as amigas Au Pairs pra compensar.

    É isso aí! Espero que eu tenha tirado as dúvidas de todo mundo, mas se ainda restarem perguntas ou se alguém quiser conversar sobre o programa, entre lá no meu blog (maleaupair-usa.blogspot.com), confira meus posts e me mande um e-mail! =)
    Um super obrigado à Michele pelo convite e parabéns pelo blog de sucesso.
    Grande abraço! Até a próxima.

    Querido!! Amei a entrevista e amei mais ainda saber um pouco mais sobre tua história como Male Au Pair com uma família de dois host dads! Quão legal é isso gente, sério ?? AMEI!

    Se tiverem dúvidas, vão lá no blog dele como ele mesmo disse e perguntem! Principalmente os meninos que acompanham o blog e tem dúvidas sobre o male au pair.

    Espero que tenham gostado. Um SUUUUUUUUPER beijo!

    Ooieee! =)

    Vim falar sobre minha estensão do programa de au pair aqui nos EUA! Dia 12 de Junho eu fiz um ano aqui e resolvi estender por mais 6 meses, ou seja, em Dezembro voltarei pra minha casinha!

    Bom, fiz um vídeo no canal explicando tudinho sobre a minha estensão, espero que gostem. Dá o play:

    Para visualizar as infos do site da Au Pair Care, clique aqui.

    Se você tiver alguma dúvida, manda e-mail para: contato@cabidecolorido.com

    Um beijo!