Após conhecer um dos lugares mais lindos da minha vida, o Buraco do Padre, decidimos ir fazer a trilha da Fenda da Freira. Inicialmente eu tinha ficado um pouco apreensiva se eu aguentaria a trilha pois tenho um problema na coluna, que não posso forçar muito, mas após uma amiga voltar dessa trilha e me assegurar que seria tranquilo, colocamos a mochila com água nas costas e partimos.

A trilha para a Fenda é mais complicada do que a do Buraco do Padre, ela é um pouco ingrime, e no dia estava muito quente, então foi um sufoquinho subir. Mas engatamos a primeira e fomos, sem parar. Sou da premissa que se parar, vai empacar! hahaha

Trilha para a Fenda da Freira

Até a Fenda dura uns 30 minutos, e com lugares lindos pelo caminho. Em um momento você consegue ver uma imensidão de natureza a sua volta, em outra você vê uma pedra gigantesca no caminho e quase chegando, você ainda da uma de Tarzan e desce por cipós. Ok, mentira. Você desce devido a raízes presas no chão, mas é bem seguro, parece até que foi feito para auxiliar a descida.

E quando você finalmente chega, você fica sem palavras. Você fica entre dois paredões gigantescos se sentindo pequeninho! Dentro da Fenda é bem frio, mesmo com um dia muito quente, lá embaixo estava gelado. E um silêncio único. Você caminha em meio aqueles paredões, com o chão de areia, e fica deslumbrado com a natureza.

Fenda da Freira

Após esse dia, fomos em busca de um acampamento para pernoitar. Escolhemos um próximo ao lugar que visitaríamos no dia seguinte! Então armamos o acampamento, assistimos um por do sol maravilhoso, acendemos nosso fogo e jantamos. Depois do jantar fomos dormir, afinal, estávamos todos muito cansados.

Na semana que vem contarei como foi o segundo dia em Ponta Grossa, mas por hoje é isso!

Continuando meus posts mineiros, depois de Ouro Preto, e antes de Inhotim, passei por Mariana.

Saímos cedinho de Ouro Preto de trem para chegarmos à cidade de Mariana uma hora depois. O trem é estilo maria fumaça, sabe? Uma gracinha. A vista da janela do trem é maravilhosa, sempre mostrando muita natureza. Aproveitei para tirar uma sonequinha porque a viagem estava bem cansativa, então sempre que a gente tinha oportunidade rolava uma soneca da amizade para aguentar a energia.

Chegando a Mariana já fomos recebidos com a arquitetura linda e maravilhosamente histórica, assim como Ouro Preto, a cidade também tinham casinhas maravilhosas. Mariana é conhecida por suas minas de ouro, e lá a economia local depende principalmente do turismo e da extração de minérios. A cidade foi a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais e na sua origem lá no século VXII foi uma das maiores produtos de ouro para o Império Português.

Andamos, e andamos por lá, vimos praças, igrejas e monumentos. E após o almoço, tiramos um tempo para uma descansadinha na praça (ou melhor, eu tirei hahaha – veja a imagem abaixo) e depois fomos para uma das minas existentes de lá, chamada Mina da Passagem.

A Mina da Passagem é a maior mina de ouro aberta a visitação. A descida para as galerias subterrâneas se faz de um modo muito legal, através de um trolley (que parece um mini carrinho de montanha russa, e você meio que se sente um dos sete anões entrando para trabalhar), que chega a 315m de extensão e 120m de profundidade. O cenário do interior da é fantástico, foi uma experiência incrível, o passeio é todo guiado e explicado a cada passo.  E pasmem, desde a sua fundação no início do século XVIII, foram retiradas aproximadamente 35 toneladas de ouro. Mas não achei nenhum perdido por lá.

A mina é um dos passeios que eu mais gostei da minha viagem mineira, ouvir histórias locais é sempre bom né?

Um beijo e boa quinta.