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  • Bom, como todos que já me viram uma vez na vida sabem, eu sou muito alta. Sim, muito alta. A primeira coisa que você vai pensar quando me ver é “nossa como você é alta!” e em 90% das vezes você vai verbalizar isso, mas tudo bem, porque eu já estou acostumada. Se você quiser entender um pouco do que passo clique aqui e aqui!

    E em meio a essa ~ vida de gigante ~ encontro alguns mini desafios diários. Encontrar sapatos (esse é o item do armário que eu mais me decepciono em encontrar para o meu pé de anjo), calças, roupas em geral, as vezes é bem difícil. Minhas pernas são longas e meus braços também, então sempre fica curto. Sempre! Casacos, camisetas, calças, ainda mais com a volta da cigarreti, aí sim as calças estão bem curtas para mim. Por muitas vezes, tenho que comprar 1 ou 2 números maiores que o meu e mandar apertar. Um saco, confesso.

    Mas hoje, eu trago uma experiência boa! Aquele famoso lema: dias de luta, dias de glória!

    No sábado passado (10/07) eu fui para Jaraguá do Sul dar uma volta no shopping. E para a minha alegria, abriu loja física da Youcom lá. Eu já acompanhava a loja pelas redes sociais, e babava pelas peças deles na loja virtual. Mas devido as minhas frustrações, eu nunca havia comprado nada, por medo de não servir (eu sei que se não serve, tenho direito de troca mas da uma preguicinha). E resolvi entrar.

    E me apaixonei por duas peças. Uma calça de cintura alta e um moletom. Pega as peças, respira, torce. Entra no provador, e prova. Primeira tentativa: a calça não entrou, as vezes acontece né? hahaha já me desespero, porque penso que dificilmente vai ter um número maior. Tem! Provo, e serve, e eu amo. Não tive que ficar puxando pra baixo, ou tentando me convencer que “laceia”. Agora na hora de provar o moletom, foi amor a primeira vista. Ele serviu e ficou grandinho do jeito que eu gosto, não gosto de nada apertado e agarrado. E depois de muito tempo, comprei um moletom que não fica curto ou muito masculinizado. E sai, toda feliz, com duas peças que me serviram (com vários boletinhos pra pagar, mas isso é só um detalhe).

    Aqui está o moletom que eu levei, a calça ainda não bati fotinho mas assim que eu fizer coloco um edit aqui:

    Fiquei encantada com as peças, uma das coisas que eu mais gosto nas roupas dessa loja é porque as roupas são, em sua grande maioria, unissex. Não é separado em feminino ou masculino pela loja, claro que tem cosias que são de modelagens diferentes, por exemplo as calças. Mas a maioria das coisas tanto eu, quanto meu namorado podemos usar. Até os provadores não são divididos por gêneros!

    Tem alguma leitora do Cabide que é alta também? Onde vocês compram roupas? Me deixem dicas, vamos nos ajudar! <3

    Ter 1.85 de altura nunca foi um algo fácil na minha vida; ter 1.75 aos 11 anos muito menos.

    Quando a gente é alto, temos uma leve sensação que não fomos feitos pra esse mundo; a gente se sente meio alienígena, meio avatar (até porque já me chamaram de avatar trocentas mil vezes). Desta forma, vale compartilhar alguns dos momentos da minha infância em que me lembrei (fui lembrada!) que era alta. Dizem as “boas línguas” que nasci de 8 meses por não caber mais na barriga da minha mãe.  Mas vamos aos fatos:

    1 – A ÚLTIMA DA FILA

    girafa

    Normalmente a ordem ficava assim: todas as meninas, todos os meninos e EU. Euzinha lá no final da fila. Isso também ocorria com a ordem na sala: eu sempre sentada no “fundão”; ou nas laterais para não impedir que os colegas enxergassem a professora.

    2 –  EU, MENINO

    Eu sempre tinha que fazer o papel de menino na quadrilha da festa de São João, com direito a calça jeans, camisa xadrez (sem pintinhas) e bigodinho pintado no rosto.

    3 – EU NUNCA TIVE O SAPATO DA MODA

    sapato

    Quando eu era criança, eu não tinha o sapato da Sandy, da Eliana ou outras coisas do moda. Como cresci muito rápido, meu pé todo apressado cresceu junto. Aos 11 anos, eu já calçava enormes tênis de adultos, 37/38.

    4 – APELIDINHOS.

    Os apelidos na escola variavam bastante, desde girafa, gigante, pé de lancha, manuzão. Sério, pensa uma criança de 9 anos com franjinha sendo chamada de MANUZÃO. No final da infância teve o lançamento do filme Avatar, aí já sabem o que aconteceu, né? PLAU! Novo apelido cinematográfico. Obrigada, Cameron!

    5 – FESTA DE FAMÍLIA

    pergunta de tia

    E não posso esquecer de comentar que todas as festas de família tinha a tia que falava “Nossa menina, como você cresceu! Já ta quase maior que eu.” Ou “Nosssa!!! Você não para de crescer” e a mais conhecida de todas: “Sua mãe te colocou fermento, hein?”.

    Isso foram só 5 fatos resumidos de uma infância – quase – traumatizada. Tem mais, muito mais de onde vieram esses. E aí, curtiram? Quem já teve alguma situação na infância parecida? Conta pra gente!