Um Lugar na Janela

Nos últimos dias o livro que se encontrava na cabeceira da minha cama (ainda improvisada aqui em São Paulo) era Um Lugar na Janela – Relatos de Viagem da super Martha Medeiros. Por não ser uma história de começo, meio e fim, e sim, várias anotações da Martha sobre suas próprias experiências em volta do mundo, resolvi compartilhar com vocês um pouquinho sobre o olhar dela! São relatos dela viajando sozinha, com namorado, marido, filhas, amigos e entre tantos outros e que nos fazem sentir parte daquele momento e respirar ares nunca antes vistos junto com a escritora.

Que tal aproveitar o dia de hoje pra dar uma voltinha ao redor do mundo? Vem com o Cabide que a gente te leva nas próximas linhas :D

Sobre Londres… “A impressão de que tive é que eu estava de volta à minha casa – era como se eu tivesse nascido em Londres. Até hoje não sei explicar o que faz com que sintamos uma identificação tão forte com um lugar e sintonia nenhuma com outro.”

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Sobre Paris… “Minto: a Torre Eiffel estava além das minhas projeções, não a supunha tão enorme nem tão deslumbrante. Paris era romântica, feminina, aberta.”

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Sobre a Grécia… “Zeus existe. Dá vontade de nunca mais pecar para merecer a eternidade. A Grécia exerce esse feitiço, nos faz abstrair da vida real e mundana.”

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Sobre Istambul… “A cidade é toda atapetada. Tem tapetes nas calçadas, nos bares, em cima das mesas e cadeiras, saindo pelas janelas, é tapete para tudo quanto é lado e o efeito visual é bonito à beça.”

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Sobre Punta del Este… “O sol que se põe no mar se despede avisando que o dia seguinte será ainda melhor. E sempre é.”

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Sobre o Japão… “Se fosse um filme, eu estaria protagonizando aquela cena clássica em que a pessoa fica parada no meio de uma multidão, girando velozmente sobre si mesma enquanto olha para milhares de rostos que passam por ela sem a ver.”

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Sobre o Peru… “Reverte nossa expectativa da forma mais positiva que se possa imaginar. É muito mais bonito e impactante do que nas fotografias.”

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Sobre Nova York… “Combina com as especiarias que aprecio, com todos os horários do meu dia, com todas as minhas idades, com todos os meus estados de espírito.”

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Cada parágrafo que eu lia, me pegava ainda mais encantada e fascinada pra jogar tudo dentro das malas e sair mundo a fora sem destino. Esperando conhecer cada um dos lugarzinhos mais insignificantes pela Martha descritos.

Qual deles vocês já conhecem ou morrem de vontade de conhecer? Conta pra gente! Ah, e se você gosta de se aventurar por aí, garante o teu livro e delicie-se muito com ele!

“Muitas pessoas consideram viajar uma fuga. Para mim, é encontro. Não é viajando que me considero estrangeira. Estrangeira eu sou quando estou fazendo supermercado, tirando o lixo para fora e esperando o técnico que ficou de vir consertar a geladeira.”

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2 Comments

  1. Raquel Moritz
    24 fev 2013 / 02:07

    Que lindo esse post, Cris! Amei :)

  2. Yuri César
    29 mar 2015 / 00:07

    Caraca quero e vou viajar diversos lugares do pais e do mundo e esse post me deu mais vontade ainda de fazer essas viagens xD