What the F*#@?!

Da série “Não tente, FAÇA!”, trago hoje para vocês mais um daqueles textos tapa na cara que todo mundo deveria ler. A leitura é simples e capaz de traduzir exatamente aquilo que eu (e você) sabemos, porém não admitimos!

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Olho todos os dias para o perfil no Facebook: “É só isso que sou?”. Duvido, duvido que você também não desconfie do seu.

Mudar, radicalmente, subitamente, a matrix narrativa pela qual interpretamos tudo o que nos aparece. Encontrar um evento inexplicável, ser eletrocutado, não entender nada. Queremos conhecer alguém sem expressão, que não exija nada, que não venha com nada, em quem possamos nos espelhar, sorrir e ver um sorriso, chorar e ver lágrimas, ficar em silêncio sem que nada disso signifique algo, tudo sem nada por trás, exposto, evento puro, nítido.

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Alguém sem nenhuma tendência, pronto, disponível para pirar em qualquer direção. Alguém que também desistiu de ser romântico ou niilista, durão ou facinho, sério ou engraçado, cético ou crente, malicioso ou ingênuo. Alguém que desistiu por completo.
Alguém que parou de tentar.

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Queremos pirar com pelo menos uma pessoa o tanto que nunca conseguimos pirar com as pessoas à nossa volta. Sua mulher não quer sexo ou orgasmo. Ela quer ser exaurida, chacoalhada, suar até não aguentar mais, deixar de ser, de se preocupar, cair, soltar, abrir tudo e enfim relaxar, respirar livremente, confiar. Voltar pra casa.

Você não quer um cafezinho ou caipirinha na praia ou Bora Bora ou pular de paraquedas ou 30 milhões de dólares ou um boquete: você quer relaxar completamente e não sentir que faltam coisas. Bocejar e nunca mais voltar. Entregar seu corpo e mente e recursos e energia e habilidades para a melhor corrente da vida, a melhor sabedoria, a melhor mágica disponível. Quer ser possuído sem saber ao certo pelo quê. Pirar.

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Estamos esperando algo acontecer. Maluco, absurdo, ridiculamente maior do que nós. A qualquer momento. Agora talvez.

A cidade tem bares, parques, restaurantes, escolas, ruas, cafés, padarias, casas, prédios, estacionamentos, academias… A gente quer um lugar WTF.

A gente come, bebe, trepa, trabalha, digita, pensa, viaja, palestra, anda, corre, arruma a casa, lê, dorme, estuda para o doutorado, se limpa, toca guitarra… Mas a gente quer fazer WTF.

A gente é perna, olho, dedo, p@u, bu#&t@, cabelo, orelha, testa, unha, ombro, barriga, parte de trás do joelho, sola do pé, osso, sangue, pele, catarro, pelo, hormônio… A gente quer ser WTF.

Queremos encontrar um gigantesco what-the-fuck e bater um papo com ele, de vez em quando, com um certo receio inicial, até que aos poucos ele ferre nossa vida inteira e nos transforme num WTF perambulando por aí.

por – Papo de Homem

*Dica de um grande amigo meu, e se no final da leitura você não se levantar e tomar alguma atitude perante a sua vida, cê tá louco meu.

Beijosss
Anah Molinari

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